Poesia

Poema sem norte – Max Martins

É sempre quando se fecha a porta que desejo voltar
E a saudade já é esta hoje que desprezo

Ante o beijo brotando da memória

Frio, mas vivo.
Caminho sem horizontes
Ao passado infalível.
Nunca prosseguir. Venho apenas,
Ferindo troncos, plantando marcos.
Ser como o mar, voltando sempre
Sempre na praia.
Max Martins, in “Colmando a Lacuna – Poemas Reunidos, 1952-2001”. Belém: Ed. UFPA, 2001.
Fotografia: Béla Borsodi
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