Música

Felipe Cordeiro e esse tal de Kitsch Pop Cult

580x415-w64mMuito tem se falado sobre o potencial paraense, promessas e mais promessas de um boom que vai levar de gaúchos a acreanos, todos esses, a sucumbirem aos ritmos que vão da guitarrada, siriá, carimbó ao melody e tecnobrega, que tem Gaby Amarantos como sua principal representante. O Moisés que levará toda essa tribo papa açaí pra despontar lá fora já foi escolhido, Felipe Cordeiro, o jovem de 27 anos, filho de Manoel Cordeiro, um dos percussores da guitarrada, tem dois cds gravados, é formado em Filosofia pela Universidade Federal do Pará e sabe muito bem onde quer chegar.

felipe

Felipe Cordeiro tem uma trajetória na música, de difícil definição, começou músico e compositor da MPP (Música Popular Paraense), que se inspira abertamente na “Bossa Nova Carioca”, e que hoje é considerada pela “Geração Carimbó” um tanto careta e ultrapassada. Passou a soltar a voz e tornou-se assumidamente um cantor, agora o rapaz que se define como “O bigode que canta” misturou todas as suas influências e o resultado foi o Kitsch Pop Cult” álbum lançado pelo selo Ná Music.
Logo de cara o CD traz a já bem experimentada Legal e Ilegal música que é garantia de sucesso por ser muito bem aceita pelo público, devido ao seu ritmo e boa composição. Golpe baixo! Espera-se que o cd siga essa linha, não segue. Felipe é corajoso e experimenta bastante, mas patina em Lambada com Farinha(who?).  música é praticamente um instrumental, não sou músico, mas sei do que o meu ouvido gosta, e ele até gostou do arranjo, mas a proposta em si não faz sentido. Fanzine Kitsch” é legal! A música pega, por ser estranha… “você não era kitsch? você não era kitsch?”.
O CD ganha novo fôlego com a música “Fogo da Morena”, um eletro carimbó que traz Felipe de volta de um surto de experimentações, em um campo mais seguro ele mostra mais daquilo que se espera ouvir lá fora, ou seja, aquilo que ainda soa diferente as massas do sul-sudeste. A penúltima música do CD é “Embaraço”, é aquela que podemos chamar “sinal de nascença”. Apesar da capa kitsch (termo de significado perigoso), Felipe ainda tem seu lado mais poético, mais bossa novista, pena a música terminar de forma tão brusca. Por fim, “Historinha” é ótima, mas te desconstrói. Realmente, Felipe oscila, faz valer cada palavra de seu título, o CD é Kitsch quanto às músicas popularescas dispensáveis, Pop quando honestamente se aproxima do publico e Cult nas composições que presam não pelo sucesso das massas, mas pela riqueza das suas letras e arranjos.
O Cantor disponibiliza em seu site o Download gratuito do CD kitsch Pop Cult. Corre lá: http://felipecordeiro.net/
Uma pena que quando a coisa começa a ficar boa, ela acaba, esperemos agora que com seu próximo trabalho, Felipe acerte o tom do início ao fim. Os paraenses anseiam por serem bem representados lá fora, e não mais caricaturados. A seguir disponibilizamos as músicas via Youtube para você conhecer:
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