Almanaque Literário/Sétima arte

Como a Geração Sexo, Drogas e Rock’N’Roll Salvou Hollywood

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Hollywood já teve seus tempos de glória! Essa afirmação pode se remeter a épocas diferentes, para os mais clássicos, o período que vem à mente quando se pensa na era de ouro do cinema americano, com certeza serão as décadas de 1940 e 1950. São nesses anos que surgem as mais veneradas estrelas da história, nomes como Elizabeth Taylor, Marylin Monroe e claro a Diva MOR de todas, Audrey Hepburn. Temas como amor, aventuras épicas, e o heroísmo, eram latentes, receitas de sucesso para qualquer grande produção. Foi assim por anos, até que os “baby boomers” cresceram, esse termo designa as crianças americanas nascidas depois da segunda guerra mundial, época em que os soldados voltaram para suas casas, e os que não encontraram suas esposas com algum reservista, acabaram por sair do atraso geral, o que explica a grande quantidade de crianças nascidas entre 1945 e 1964 nos EUA.

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Por muito tempo os grandes estúdios dominavam a produção cinematográfica, eram eles que ditavam o que deveria ser filmado, quais textos eram rentáveis e o pior, não davam espaço para o tão valorizado e imprescindível “Cinema autoral” onde o diretor transmite para o seu filme seu ponto de vista artístico, assim como o escritor faz com seu livro, ou o pintor com seu quadro. A decadência dessa fase do cinema começou quando o publico cansou de literalmente esperar o príncipe encantado, as histórias por mais emocionantes e glamorosas que poderiam ser, estavam longe de representarem um contexto social mais próximo daquele vivido, no caso, a tensão da possível guerra contra os comunistas.

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A entrada real da América em conflitos no Vietnã aumentava ainda mais os anseios dos jovens da época de construírem uma nova forma de se fazer cinema, uma arte que se distanciasse mais do “era uma vez” e contasse histórias reais, o famoso “gente como a gente” além é claro, de introduzir uma ou outra filosofia hippie pelo meio do roteiro, cê queria o quê? Eram os anos 60/70 “Woodstock” tava batendo à porta.

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Não teve jeito, depois da puberdade, ninguém mais segurou os “babys” assim como Glauber Rocha no Brasil, eles pegaram suas câmeras, caíram na estrada (On The Road) e transformaram a maneira de se fazer cinema, regados a muitos entorpecentes, LSD e Ácido eram os preferidos, os caras botaram pra quebrar, e os primeiros filmes que surgiram foram fenômenos de público, e no Oscar de 1968 o cenário já era outro, com a exceção de “O fabuloso Dr Dolitlle” o mais vanguardista dos indicados, todos os outros já mostravam os sinais desta revolução, “A Primeira Noite de um Homem” e “Bonnie e Clyde – uma rajada de balas” não tinham semelhança com nada do que já tinha se visto até ali.

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Apesar da revolução que se deu, os excessos e o descontrole foram inimigos dessa geração, mesmo com grandes sucessos de bilheterias, as excentricidades e as decisões erradas acabaram por levar o movimento que ficou conhecido como “Nova Hollywood” à beira do buraco, e junto quase foi toda a indústria do cinema americano, o que não aconteceu, porque os magnatas, donos dos poderosos estúdios, que ficaram por anos engessados, tendo que se submeterem as vontades dos “Jovens Rebeldes”, viram na decadência dos mesmos, uma nova chance de retomar o poder, começava então os anos 1980, e John Travolta chamava as massas pra curtirem os alienantes “Embalos de Sábado à Noite”.

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Tudo isso que eu acabei de narrar a você pode ser encontrado no Livro “Como a Geração Sexo, Drogas e Rock’N’Roll Salvou Hollywood” um dos mais importantes e bem documentados livros acerca desse período que revolucionou a forma como se produz cinema. É dessa geração grandes nomes que ainda vemos fazer sucesso como Peter Bogdanovich, Terrence Malick, Francis Ford Coppola, Roman Polanski, Warren Beatty e Jack Nicholson, todos estes são protagonistas das histórias contadas nesse livro. Se você quiser entender o contexto da nova hollywood, desde sua ascensão até a sua previsível decadência, aqui está uma obra salutar, considerada por muitos a obra máxima para o conhecimento do movimento que em inglês é denominado “Easy Rider”, o livro também traz uma série de filmes importantes do período, vale muito a pena pra cinéfilos e curiosos em geral.

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